GNUCASH – Depreciação (1 de 2)

Neste artigo nós introduziremos o conceito de depreciação na contabilidade e daremos alguns exemplos reais para o uso.

Conceitos básicos

Na contabilidade, a depreciação é o método para quantificar a compra de capitais ao longo do tempo. De acordo com material publicado pelo departamento de patrimônio do TJPR (http://www.tj.pr.gov.br/depat/dcp/depreciacao.htm) depreciação é a diminuição do valor dos bens tangíveis ou intangíveis, por desgastes, perda de utilidade por uso, ações da natureza ou obsolescência. Podemos também entender como sendo o custo ou a despesa decorrente do desgaste ou da obsolescência dos ativos imobilizados (máquinas, veículos, móveis, imóveis e instalações).

Ao longo do tempo, com a obsolescência natural ou desgaste com uso, os ativos vão perdendo valor (haja vista o carro 0 km tirado a um ano da concessionária), essa perda de valor é apropriada pela contabilidade periodicamente até que esse ativo tenha valor, em termos teóricos, reduzido à zero.

A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção será alocada como custo, por sua vez, os ativos que não forem usados diretamente na produção, terão suas depreciações contabilizadas como despesa.

Existem duas razoes as quais faz você querer registrar as depreciações; você está fazendo a contabilidade das suas finanças pessoais e gostaria de manter o controle de seu patrimônio líquido ou você está fazendo a contabilidade para um pequeno negócio e tem a necessidade de criar um balanço financeiro a partir do qual você planejar as restituições de impostos.

O método de gravação da depreciação é o mesmo em ambos os casos, mas o objetivo final é outro. Discutiremos aqui a diferença das duas, mas antes, vamos analisar a terminologia.

  • Depreciação acumulada: o total acumulado da depreciação tida sobre o tempo de vida de um ativo.
  • Depreciação contábil: é o montante de depreciação que você grava em seus extratos financeiros por período contábil.
  • Valor (justo) de mercado: o montante pelo qual um ativo deveria ser vendido em um dado tempo.
  • Valor líquido contábil: é a diferença entre o custo original e a depreciação em um dado tempo.
  • Custo Original: este é o montante que um ativo custa para ser comprado. Inclui qualquer custo para se obter o ativo dentro de uma condição na qual você pode usá-lo. Por exemplo, transporte, custo de instalação, treinamento especial.
  • Valor residual: é o valor que você estima para que o ativo possa ser vendido no fim do tempo de vida, para você.
  • Taxa de depreciação: é o montante de depreciação que se toma para propósitos de tributos.

Finanças pessoais

Em finanças pessoais a depreciação é usada para reduzir periodicamente o valor de um ativo para fornecer a você uma estimativa mais acurada do patrimônio liquido atual. Por exemplo, se você adquiriu um carro, você pode acompanhar o valor atual calculando a depreciação todos os anos. Para realizar isto, você grava a transação de compra de um ativo e então grava as despesas com depreciação a cada ano. Isso resultaria no valor contábil líquido que é aproximadamente igual ao valor justo de mercado do ativo no final do ano.

Depreciação para finanças pessoais não tem incidência de imposto, é simples usado para ajudar a estimar o valor do patrimônio líquido. Devido a isso, não há regras de como você faz a estimativa de depreciação, use o bom senso.

Para que então você deve estimar a depreciação de ativos? Por que a ideia de depreciação para as finanças pessoais é dar-lhe uma estimativa de seu patrimônio pessoal, portanto você só precisa controlar a depreciação de ativos de valor notável os quais você poderia vender, tal como um carro ou de barco.

Negócios

Ao contrário de finanças pessoais onde o objetivo é o acompanhamento de valor do patrimônio pessoal, para negócios a preocupação é com a correspondência os custos de compra de bens de capital com a receita gerada por eles. Isto é feito através de depreciação contábil. As empresas também devem se preocupar com as leis fiscais locais cobrindo a depreciação de ativos. Isto é conhecido como depreciação tributável. A empresa é livre para escolher o regime que quer registrar a depreciação contábil, mas o esquema utilizado para a depreciação fiscal é fixo. Mais frequentemente, isso resulta em diferenças entre a depreciação contábil e a depreciação tributada, mas medidas podem ser tomadas para reduzir estas diferenças. Não é o objetivo de este artigo discutir estas diferenças.

Por que compras devem ser contabilizadas? Se você espera que um item compra ajude você a aumentar as receitas no ano atual, você deve o contabilizar. Por exemplo, terrenos, imóveis, equipamentos, automóveis e computadores – desde que comprados para uso comercial, devem ser contabilizados. Não devem ser incluídos itens de consumo de estoque, que são inventariados, pois a intenção de compra destes itens é a revenda.

Além da compra do bem em si, quaisquer custos associados com a obtenção do ativo em uma condição que você possa usá-lo devem ser capitalizados. Por exemplo, se você compra uma peça de um equipamento e ela precisa ser enviada de fora da cidade ou então algum trabalho de instalação elétrica precisa ser feito para que você possa produzir com a máquina ou algum treinamento especializado é necessário para que você saiba operar a máquina, todos esses custos seriam incluídos no custo do equipamento.

Você também precisa saber o valor residual estimado do ativo. Geralmente, isso é assumido como sendo zero. A ideia por trás é saber o valor de revenda que o ativo será depreciado até que o valor contábil líquido (depreciação menor custo) seja igual ao valor residual. Então, quando o ativo é baixado, você não terá um ganho ou perda resultante da alienação do ativo.

O último passo é determinar o método de depreciação que você deseja usar. Isto será discutido mais adiante.

Nota: Atenção – Esteja ciente de que o conteúdo que este artigo pode simplesmente oferecer são algumas das ideias base para ajudar você a aplicar sua politica fiscal de depreciação ‘favorita’. A aderência com a legislação deve ser considerada e respeitada.

Avaliação estimativa

A questão central com depreciação é determinar como você vai estimar o valor futuro do ativo. Em comparação com as estimativas incertas de valores, estamos aqui em terreno um pouco mais firme. Usando fontes listadas abaixo devem torná-lo bastante adiantado para estimar o valor futuro de seus bens depreciando.

Esquemas de depreciação

Um esquema de depreciação é de um modelo matemático de como um ativo será contabilizado ao longo do tempo. Para cada ativo que sofre depreciação, você precisa decidir sobre um esquema de depreciação. Um ponto importante a ter em mente é que, para efeitos fiscais, você terá a depreciar seus ativos a uma determinada taxa. Isso é chamado de depreciação tributável. Para fins de demonstração financeira você é livre para escolher o método que você deseja. Esta é a depreciação contábil. A maioria das pequenas empresas utiliza a mesma taxa de impostos e depreciações contábeis. Desta forma, há menos diferença entre o lucro líquido das demonstrações financeiras e sua renda tributável.

Apresentaremos três esquemas de depreciação populares: linear, geométrico e soma de dígitos dos anos. Para facilitar o exemplo vamos assumir que o valor residual dos ativos será zero.

  1. Depreciação linear diminui o valor de um ativo por um valor fixo a cada período até o valor líquido alcance o zero. Este é o método mais simples para cálculo se você estima um tempo de vida útil e simplesmente divide o custo igualmente ao longo do tempo.

    Exemplo: você comprou um computador por $1500 e deseja o depreciar no período de 5 anos. A cada ano o montante da depreciação é de $300, seguindo o seguinte cálculo:

Tabela 1: exemplo de esquema de depreciação linear

Ano

Depreciação

Valor restante

0

1500

1

300

1200

2

300

900

3

300

600

4

300

300

5

300

  1. Depreciação geométrica o ativo é depreciado pela porcentagem fixa sobre o valor. Neste esquema o valor de um ativo diminui exponencialmente deixando um valor no final que é maior que zero (ou seja: um valor de revenda).

    Exemplo: tomemos o mesmo exemplo acima, com uma taxa anual de 30%.

Tabela 2: exemplo de esquema de depreciação geométrica

Ano

Depreciação

Valor restante

0

1500

1

450

1050

2

315

735

3

220,50

514,50

4

154,35

360,15

5

108,05

252,10

  1. Soma dos digitos é um esquema de depreciação similar a depreciação geométrica, exceto que o valor do ativo alcança o valor zero no final do período.

    Exemplo: primeiro você divide o valor de um ativo pela soma dos anos de uso, para o exemplo acima, usamos o período dos 5 anos, então 1500/(1+2+3+4+5)=100. A depreciação do ativo é dada pelo seguinte cálculo:

Tabela 3: exemplo de esquema de depreciação soma dos dígitos

Ano

Depreciação

Valor restante

0

1500

1

100*5=500

1000

2

100*4=400

600

3

100*3=300

300

4

100*2=200

100

5

100*1=100

0

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GNUCASH – Investimentos (1 de 2)

Neste artigo trataremos do controle de investimentos diversos usando o GNUCASH. Serão apresentados alguns conceitos básicos e exemplos práticos sobre o tema. Conforme podemos observar no título do artigo, vamos dividir em duas partes por existir um grande volume de informações para abordar. Boa leitura.

Conceitos Básicos

Um investimento é algo q você adquire com a intensão de gerar receitas ou o qual você espera vender no futuro por um valor maior daquele que você pagou. Usando esta definição, algumas coisas devem ser consideradas como investimentos: a casa que você mora, uma pintura valiosa, ações de empresas de capital aberto, suas contas de investimento no banco ou um certificado de depósito. Estes muitos tipos de investimentos serão discutidos nos próximos artigos.

Terminologia

Antes de discutirmos os investimentos especificamente, será útil apresentar um glossário com terminologia de investimentos. Os termos apresentados a seguir representam alguns dos conceitos básicos dos investimentos. É uma boa ideia se familiarizar com estes termos, ou pelo menos, usar esta lista como referencia para as próximas seções.

  • Ganhos de capital: é a diferença entre os preços de compra e de venda de um investimento. Se o preço de venda é menor que o preço de compra então chamamos de perda de capital. Também conhecido como ganho/perda realizada (percebida).
  • Comissão: é a taxa paga para um agente comprar ou vender valores mobiliários.
  • Ações ordinárias: é um título que representa certa fração da propriedade de uma empresa. Isto é o que você compra quando você compra ações de uma companhia no mercado aberto. Também conhecido como bens de capital.
  • Composição: é o conceito de que os juros reinvestidos. Juros sobre juros. Isto é muitas vezes referido como juros compostos.
  • Dividendos: são pagamentos em dinheiro que uma empresa faz aos acionistas. O montante deste pagamento é geralmente determinado como alguma parte dos lucros da companhia. Note que nem todas as ações ordinárias pagam os dividendos.
  • Ações: são investimentos nos quais o investidor vem a se tornar proprietário de parte ou completamente de alguma coisa. Aqui se incluem ações ordinárias numa companhia.
  • Juros: é aquilo que o mutuário para quem emprestou para usar o dinheiro emprestado. Normalmente, é expresso em termos de porcentagem por ano do montante principal. Por exemplo, uma conta poupança com juros de 6% (você é aquele que empresta e o banco é o mutuário) irá pagar $6 para cada $100 que se deixa guardado por um ano.
  • Liquidez: é a medida de quão facilmente você converte em dinheiro um investimento. Dinheiro em uma conta poupança é muito liquido, enquanto que dinheiro investido em uma casa tem baixa liquidez porque leva tempo para vender uma casa.
  • Principal: é o montante de dinheiro original investido ou emprestado.
  • Ganhos ou perdas realizadas versus não realizados: Perda ou ganho não realizado ocorre quando há uma alteração no preço de um ativo. Você realiza o ganho ou perda quando você vende um ativo. Veja também ganha/perda de capital.
  • Retorno: é a receita total mais os ganhos ou perdas de capital em um investimento. Veja também rendimentos.
  • Risco: é a probabilidade que o retorno sobre o investimento difere em relação ao que era esperado. Investimentos são frequentemente agrupados em uma escala que vai de baixo risco (contas poupança, títulos do governo) a alto risco (ações ordinárias, títulos podres). Em linhas gerais, quanto maior o risco do investimento, maior o retorno possível.
  • Acionista: é uma pessoa que mantém ações ordinárias em uma companhia.
  • Fracionamento das ações: ocorre quando uma empresa oferece a emissão de algum múltiplo adicional de ações para cada ação existente. Por exemplo, um fracionamento de ações “2 por 1” significa que se você possui 100 partes de uma ação, você receberá um adicional de 100 sem nenhum custo para você. O preço unitário das ações será ajustado para que não haja mudança líquida no valor, portanto, neste exemplo, o preço por ação será reduzido para metade.
  • Avaliação: é o processo de determinação do valor de mercado ou o preço que o investimento seria vendido em um “prazo razoável”.
  • Rendimentos: é uma medida da quantidade de dinheiro que você ganha em um investimento (isto é, o quanto de renda que você recebe do investimento). Normalmente, isso é relatado como uma percentagem do montante principal. Rendimento não inclui os ganhos ou perda de capital (veja Retorno). Por exemplo: Uma ação que é vendida por $100 e dá $2 em dividendos por ano tem um rendimento de 2%.

Tipos de investimentos

A seguir serão apresentados alguns dos vários tipos de investimentos e um exemplo de cada tipo.

  • Conta remunerada ou instrumento

    Este tipo de investimentos geralmente permite acesso imediato ao dinheiro e, tipicamente, paga juros mensalmente baseados no montante de dinheiro que está depositado. Exemplos são contas de títulos de capitalização. Este é um investimento de muito baixo risco.

    Às vezes, um investimento com juros é de tempo determinado. Este tipo de investimento requer que você comprometa o seu dinheiro investido durante um determinado período de tempo para que você receba a taxa de retorno definida. Normalmente, quanto mais você investir, maior as taxas de juros. Se você retirar o seu dinheiro antes da data de vencimento, normalmente você vai ter que pagar uma penalidade. Exemplos são certificados de depósito ou alguns títulos do governo.

  • Ações e Fundos Mútuos

    Este é um investimento que você faz em uma empresa o qual você efetivamente se torna um proprietário de parte. Normalmente não há tempo de bloqueio da ação de capital aberto, no entanto, pode haver mudanças nas taxas de imposto que você paga sobre ganhos de capital, dependendo de quanto tempo você possuir a ação. Assim, as ações possuem, normalmente, bastante liquidez. Você pode acessar o seu dinheiro de forma relativamente rápida. Este investimento tem um risco maior, pois você não tem qualquer garantia sobre o preço futuro de uma ação.

    Um fundo mútuo é um mecanismo de investimento do grupo no qual você pode comprar em muitas ações simultaneamente. Por exemplo, um fundo baseado no índice “S & P 500” é um fundo que compra todas as 500 ações listadas no índice Standard and Poors. Quando você compra uma parte desse fundo, você está na verdade comprando uma pequena quantidade de cada uma das 500 ações previstas dentro do fundo. Os fundos mútuos são tratados exatamente como uma única ação, tanto para fins fiscais e contábeis.

  • Ativos Fixos

    Bens que aumentam de valor ao longo do tempo são outra forma de investimento. Os exemplos incluem uma casa, um lote de terra, ou uma pintura valiosa. Este tipo de investimento é muito difícil determinar o valor até que você o venda. As implicações fiscais de venda desses itens são variadas, dependendo do item. Por exemplo, você pode ter benefícios fiscais de venda de uma casa se for sua residência principal, mas pode não receber este benefício fiscal em uma pintura cara.

    Investimentos em ativos fixos serão discutidos nos próximos artigos que trarão informações especificas de ganhos de capitão e depreciação. Normalmente, não há muito a fazer em termos de contabilização de investimentos em ativos fixos, exceto a gravação das transações da compra e venda.

Configurando as contas

Para configurar no GNUCASH as contas de investimentos você pode tanto usar a hierarquia de contas predefinida ou criar a sua própria. O mínimo que você precisa para rastrear os investimentos é configurar uma conta de ativo para cada tipo de investimentos que você possui. Entretanto como vimos em artigos anteriores é geralmente mais lógico criar uma hierarquia estruturada de contas, agrupando os investimentos relacionados. Por exemplo, você pode querer agrupar todas as contas de ações agrupadas sob uma conta com o nome da corretora que você contratou para comprar os papéis.

Independentemente de como você configurar a sua hierarquia de contas, lembre-se que você sempre pode mover contas depois (sem perder o trabalho que você colocou dentro deles), se sua hierarquia de contas inicial não for perfeita.

Contas predefinidas

Para usar a hierarquia das contas de investimentos predefinidas você deve criar um novo arquivo ou mesmo inserir uma nova hierarquia em um arquivo já existente. Neste exemplo trabalharemos com a criação de um novo arquivo GNUCASH. No menu arquivo, clique em Novo Arquivo para abrir a janela do assistente de Configuração de Nova Hierarquia de Contas. Escolha a moeda que quer trabalhar e então, na lista de categorias de contas, marque a opção Conta de Investimentos (combinado com algumas outras que você esteja interessado). Assumindo que você apenas a hierarquia de contas de investimentos ficou selecionada, temos as contas conforme podemos ver:

Esta é uma imagem da tela da guia Contas após criar um novo arquivo e selecionar apenas as contas de investimento padrão.

Você provavelmente, ao menos, desejará adicionar uma conta bancária para os Ativos e provavelmente uma Líquido:Saldos Iniciais para abertura de balanço, como fizemos nos artigos anteriores. Não se esqueça de salvar o novo arquivo de contas com um nome relevante!

Exemplo de contas personalizadas

Você também pode querer configurar manualmente uma própria hierarquia de contas de investimento. O exemplo a seguir mostra uma hierarquia um pouco mais complicada para rastreamento dos investimentos, a qual tem uma vantagem que são os grupos para todos os investimentos diferentes sob uma corretora de ações. Desta forma, fica mais fácil comparar os extratos recebidos das corretoras com as contas contidas no GNUCASH.

  • Ativos
    • Investimentos
      • Contas das corretoras
        • I*Trade
          • Ações
            • ACME Corp
          • Dinheiro de fundos de mercado
            • Fundo Municipal I*Trade
          • Dinheiro
        • Minha Corretora de Ações
          • Dinheiro de fundos de mercado
            • Fundo de Bens Ativos
          • Títulos do Governo
            • Título XXX
            • Nota do Tesouro Nacional
          • Fundos Mútuos
            • Fundo A
            • Fundo B
          • Dinheiro
  • Receitas
    • Investimentos
      • Corretoras
        • Ganhos de capital
          • I*Trade
          • Minha Corretora de Ações
        • Dividendos
          • I*Trade
            • Tributável
            • Não tributável
          • Minha Corretora de Ações
            • Tributável
            • Não tributável
        • Juros recebidos
          • I*Trade
            • Tributável
            • Não tributável
          • Minha Corretora de Ações
            • Tributável
            • Não tributável
  • Despesas
    • Despesas com investimentos
      • Comissões
        • I*Trade
        • Minha Corretora de Ações
      • Taxas de Gestão
        • I*Trade
        • Minha Corretora de Ações

Definitivamente não existe uma única maneira de configurar a hierarquia de contas de investimentos.

Contas remuneradas com juros

Investimentos os quais têm uma taxa de juros fixa ou variável são uma das formas mais simples e comum de investimentos disponíveis. Investimentos com juros incluem a sua conta bancária, um certificado de depósito bancário (CDB) ou qualquer outro tipo de investimento no qual você recebe juros a partir do montante principal. Esta seção irá descrever como lidar com esses tipos de investimentos no GNUCASH.

Configuração das contas

Quando você contrata um investimento remunerado com juros você deve criar uma conta de ativos para gravar a aquisição do investimento, uma conta de receita para gravar os lucros e uma conta de despesa para registrar as taxas de manutenção. A seguir um exemplo de layout de contas no qual você tem uma conta de investimentos e um certificado de depósito bancário.

  • Ativos
    • Banco ABC
      • CDB
      • Investimento
  • Despesas
    • Banco ABC
      • Taxas
  • Receita
    • Banco ABC
      • Juros

Como de costume, esta hierarquia de contas é apresentada simplesmente como exemplo, você deve criar suas contas de uma forma que melhor correspondam à sua situação real.

Exemplo

Agora vamos preencher essas contas com números reais. Vamos supor que você começa com $10.000 em sua conta poupança, que paga juros de 1% e você adquire um certificado de depósito no valor de $5.000, com vencimento seis meses e um rendimento de 2%. Claramente, é muito melhor para manter seu dinheiro no CDB do que na conta poupança. Após a compra inicial, suas contas deve ser algo como isto:

Esta imagem mostra o plano de contas depois dos lançamentos em um investimento de CDB.

Agora, durante o tempo de seis meses, você recebeu mensalmente os extratos bancários, os quais descrevem a atividade de sua conta. No exemplo, nos não faremos qualquer coisa com o dinheiro neste banco, então a única atividade é a receita dos juros e as taxas de serviços. As taxas de serviços mensais são de $2. Depois de seis meses a janela de registros da conta do CDB deve se parecer como:

Está é a imagem da janela de registros depois de seis meses.

E a janela principal do GNUCASH:

Configurando uma carteira de ações

Agora que está criada uma hierarquia de contas, mostraremos como criar e lançar as contas para controle de uma carteira de ações. Depois desta configuração inicial da sua carteira, você pode ter algumas ações já compradas antes de utilizar o GNUCASH. Para estas ações, siga as na seção abaixo denominada “Lançando Ações Existentes”. Se você acabou de comprar as suas ações, consulte a seção chamada “Comprando novas ações”.

Contas para ações e fundos mútuos

Será mostrado aqui como adicionar contas para o rastreamento de ações e fundos mútuos. Assumiremos que está sendo adotada a configuração básica de contas, mostrada anteriormente, porém os princípios podem ser aplicados para qualquer hierarquia de contas.

Dentro de uma conta de Ativos você deve ter uma subconta chamada Ações. Crie esta subconta escolhendo o tipo Ação. As subcontas abaixo desta serão todas deste mesmo tipo. Cada ação terá uma própria conta. O nome destas contas geralmente se dá com a respectiva abreviação, mas pode ser qualquer outro que permaneça claro o entendimento. Então, por exemplo, você poderia nomear as contas AMZN, IBM e NST para as ações Amazon, IBM e NSTAR respectivamente.

  • Ativos
    • Investimentos
      • Conta na Corretora
        • Obrigações
        • Fundos de Investimento
        • Índice de Mercado
        • Ações
          • AMZN
          • IBM
          • NST

    Nota: esta hierarquia é predefinida na opção Investimentos do Assistente. Se você deseja também rastrear as receitas (dividendos/juros/ganhos de capital) você precisa criar uma conta para cada ação que paga dividendos e juros que você possui. Receitas:Dividendos:SÍMBOLO_AÇÃO, Receitas:Ganhos de Capital (Curto Prazo):SÍMBOLO_AÇÃO, Receitas:Ganhos de Capital (Longo Prazo):SÍMBOLO_AÇÃO e Receitas:Juros:SÍMBOLO_AÇÃO.

Exemplo de conta de ação

Como exemplo, vamos assumir que você atualmente possui 100 ações da Amazon. Primeiro crie a conta AMZN selecionando a conta Ações e clicando em novo na barra de ferramentas.

Janela nova Conta.

Como já vimos em artigos anteriores, esta janela permite a criação de uma nova conta. No entanto temos que dar atenção especial para o campo Título/moeda. É necessário criar um novo título como uma nova commodity. Clique no botão Selecionar…

A caixa de diálogo Selecionar/título abrirá. Devemos trocar o título/moeda do padrão (moeda padra utilizada) para a ação específica.

Esta caixa possui o campo tipo, altere o tipo do padrão para onde é realizada a negociação (neste exemplo NASDAQ). Clique no botão Novo para abrir a janela de Novo título.

Janela para selecionar títulos. A janela para criação de novo título se abrirá e permitirá o lançamento das informações apropriadas para a ação.

  • Nome completo: preencha com “Amazon.com Inc.”.
  • Símbolo/abreviatura: “AMZN”. O símbolo é o identificador da ação usada pela fonte de informações. Note que diferentes símbolos serão utilizados em diferentes fontes para a mesma ação, por exemplo, Ericsson na Stockholm Exchange é ERIC-B quanto que no Yahoo é ERRICB.ST
  • Tipo: deve já estar com o valor NASDAQ
  • ISIN, CUSIP ou outro código: é o campo no qual você pode lançar algum outro código numérico ou texto (deixe vazio neste exemplo).
  • Fração negociada: deve ser ajustado para a menor fração que pode ser negociado este título, geralmente 1/100 ou 1/10000.
  • A caixa “Obter Cotações na Internet”, o tipo de fonte de cotação e o fuso horário devem estar selecionados para definir as fontes para atualizar os preços on-line.

    Se a caixa “Obter Cotações na Internet” não estão disponíveis é porque o pacote Finance::Quote não está instalado.

A conta para o controle da ação Amazon está criada. A janela principal deve estar algo próximo a isto (note que existem algumas contas extras aqui, uma conta de banco e uma conta de Líquido):

Abra a janela de registros da conta AMZN (com um duplo clique). Aqui você vê a visualização Commodity. Ela fornece a você uma visão geral das transações desta commodity, incluindo no número de unidades (numero de partes para uma ação ou fundo de investimento) comprado ou vendido, o preço por unidade e o montante total. Obviamente, ainda não compramos ou vendemos qualquer parte de AMZN, então o registro não deve conter qualquer transação.

Comprando Ações

Lançando ações existentes

Para registrar as 100 partes iniciais desta ação que você comprou previamente na primeira linha de transação, lance a data de compra (por exemplo 01/jan/2001), uma descrição (p. ex., Compra Inicial), transferência a partir de Líquido:Saldos Iniciais, partes (100), a preço ($20). Você não precisa preencher a coluna Compra, será calculado para você. Para simplificar o exemplo, assumimos que não há comissão nesta transação. A visualização da commodity AMZN deve se parecer como esta:

Esta imagem mostra o registro da conta AMZN da transação de compra.

Note que o saldo é em unidades da commodity (AMZN) e não em moeda corrente. Então, o saldo é 100 AMZN ao invés de $2000. Isto é como deve ser.

Comprando novas ações

A única diferença entre a configuração de compra de novas ações em relação à configuração de ações compradas previamente é que a transferência de dinheiro usado para comprar as ações vem a partir de Ativos:Banco ABC ao invés de Líquido:Saldos Iniciais.

Agora você irá comprar $5000 em ações da IBM com uma comissão de $100. O primeiro passo será criar uma conta da ação para IBM. A conta já existente Despesas:Comissões será usada. Se você deseja rastrear as comissões para uma ação individual, uma conta adicional será necessária.

Lance as seguintes informações. Data (03/jan/2005), descrição (Compra inicial), Ações Totais (será pulado, calculado automaticamente), preço ($96,60), compra ($5000). Na próxima linha da transação divida será uma transferência de Despesas:Comissões e preencha a Compra com ($100). A terceira linha será uma transferência do Ativos:Banco ABC:Conta Investimento com o valor $5100 para equilibrar a transação.

GNUCASH – Empréstimos (2 de 2)

Este artigo traz algumas informações práticas sobre o rastreamento e controle de empréstimos e financiamentos usando o GNUCASH. O guia de Conceitos do GNUCASH presente na documentação oficial do sistema, traz algumas maneiras de manipularmos hipotecas (que são bastante comuns no Estados Unidos), entretanto vamos tratar de financiamentos para corresponder com nossa realidade brasileira. Lembrando que os conceitos são aplicáveis aos empréstimos de toda natureza. Complementa o artivo anterior (GNUCAH – Empréstimos (1 de 2)).Vejamos:

Financiamento de uma casa

As contas para controle e rastreamento de financiamento de uma casa podem ser configuradas conforme descrito no artigo anterior GNUCASH – Empréstimos (1 de 2).

Dica: sempre que for mencionado o termo ‘Hipoteca’, substitua-o por ‘Financiamento’.

Como exemplo, assuma que você $60.000 na sua conta do banco a você compra uma casa no valor de $150.000. A taxa anual dos juros do financiamento é de 6% (um valor médio praticado no mercado quando procuramos crédito para moradia) e as taxas administrativas diversas representam 3%. Você decide retirar $50.000 e então precisará emprestar mais $103.000, dos quais restarão pra você $100k depois de pagar as taxas administrativas (3% de 100k).

Suas contas antes de emprestar o dinheiro devem se parecer com:

Contas que representam as contas antes de se obter o empréstimo.

A compra da casa é gravada com uma transação dividida na conta Ativos:Casa, com $50k vindo da conta do banco (no exemplo: o dinheiro pago na entrada) e $100k vindos a partir do Empréstimo. Você pode colocar os $3.000 como custos de fechamento na mesma divisão o que aumentaria o empréstimo da casa para $103k para incluir nos custos de fechamento.

Tabela 1: transação dividida da compra da casa

Conta Aumento Redução
Ativos:Ativos Fixos:Casa $150.000
Ativos:Ativos Atuais:Banco $50.000
Passivo:Empréstimos:Empréstimo Habitação $103.000
Despesas:Despesas Administrativas $3.000

A transação dividida deve ficar similar a:

Transação dividida que representa o empréstimo.

O plano de contas fica então similar a:

Contas do empréstimo.

Como controlar um empréstimo pessoal para um amigo (how-to)

Não é sempre que você toma um empréstimo em banco, algumas vezes você pede dinheiro emprestado de um familiar ou talvez empreste dinheiro a um amigo. Este guia descreverá uma forma de manipular o empréstimo de dinheiro para um amigo que peça emprestado.

Este ‘how-to’ está baseado na seguinte estrutura genérica de contas:

  • Ativos
    • Banco
      • Conta Corrente
    • Dinheiro devido à você
      • Pessoa
  • Receitas
    • Juros recebidos
      • Pessoa

Este exemplo mostrará como rastrear um empréstimo de $2.000 (em moeda atual) para seu amigo Pedro.

Especificações do empréstimo

Pedro deseja emprestar $2.000 de você e planeja pagar mensalmente pelos próximos 18 meses. Devido a ele ser o seu amigo (mas não íntimo) vocês fazem um acordo para incidir uma taxa anual de 5%.

Em resumo nós temos os seguintes detalhes que vamos apelidar dos “detalhes do empréstimo para o Pedro”:

  • Montante principal: $2.000
  • Termos: 18 meses com 12 pagamentos por ano
  • Taxa percentual por ano: 5%
  • Pagamento mensal: ??

Então como calcular o pagamento mensal?

Você tem várias maneiras, tais como papel e caneta, calculadora do sistema operacional, módulo de calcular da suíte Open Office, etc., mas a mais fácil é usar a Loan Repayment Calculator do GNUCASH. Esta mostrará para você que o pagamento mensal será no valor de $115,56.

Lançando os dados nos campos da ferramenta temos que:

Esta imagem mostra o valor do Pagamento periódico calculado pela Loan Repayment Calculator.

Entretanto, você precisa saber quando deste valor é juros que e quanto equivale o Principal para possibilitar uma contabilidade adequada. Para isto é necessário uma ferramenta complementar mais poderosa, algo como o módulo Calc do OpenOffice.org ou outra Planilha eletrônica, em particular a função para calculo de valor de pagamento de parcela.

Particularmente uso o Excel. Vejamos como fazer para apresentar estes detalhes:

Visão detalhada sobre o empréstimo particular ao Pedro.

As contas necessárias para o empréstimo

Vamos iniciar com as seguintes contas (todas as contas possuem a mesma moeda)

Ativos:Banco:BRL

Ativos:Dinheiro devido a você:Pedro

Receitas:Juros recebidos:Pedro

Líquido:Saldos Inciais:BRL

Emprestando dinheiro a alguém

Quando você empresta dinheiro para seu amigo, você tem de fato movimentado dinheiro a partir da conta do banco (por exemplo, Banco, Conta Corrente ou similar) para sua conta de Ativos:Dinheiro devido a você. Para gravar isto você lança as seguintes transações para dentro da conta Ativos:Dinheiro devido a você: Amigo.

Tabela 2: empréstimo pessoal a um amigo

Conta Aumento Redução
Ativos:Dinheiro devido a você:Pedro $2.000
Ativos:Banco:BRL $2.000

Plano de contas depois de emprestar o dinheiro ao amigo Pedro.

Recebendo o primeiro pagamento

Quando o primeiro pagamento ($115.56) é recebido você precisará determinar quanto é referente ao montante emprestado e quanto é referente ao juros do empréstimo.

  • Montante a saldar neste período = $2.000
  • Valor da mensalidade = $115.56
  • Divisão do pagamento
    • 5%/12 * $2.000 = $8,33 em Juros
    • $115, 56 – $8,33 = $107,23 do Principal

Isto pode ser traduzido nos seguintes lançamentos no GNUCASH.

Visão detalhado do primeiro pagamento

O saldo para o empréstimo para o Pedro é agora de

Recebendo o segundo pagamento

Quando o segundo pagamento ($115.56) é recebido, você precisará novamente determinar quanto é referente ao montante principal e quanto é referente aos juros do empréstimo.

  • Montante a saldar neste período = $1.892,77
  • Valor da mensalidade = $115.56
  • Divisão do pagamento
    • 5%/12 * $1.892,77 = $7,89 em Juros
    • $115, 56 – $7,89 = $107,67 do Principal

Esta declaração pode ser traduzida nos seguintes lançamentos do GNUCASH.

Visão detalhada do segundo pagamento.

O saldo do empréstimo para o Pedro é agora

O plano de contas deve se parecer como este

Plano de contas depois do segundo pagamento.

Conforme podemos observar, o valor dos juros cobrado varia a cada mês, bem como o montante principal. Então para todo pagamento que você recebe você precisa calcular os montantes principais para suas várias transações divididas.

O montante dos juros será menor a cada mês (devido a ser calculado sobre o montante do empréstimo, cada vez menor), até o último pagamento no qual o valor será zero.

Como controlar um financiamento de automóvel (how-to)

Um financiamento para compra de um carro é tratado de maneira semelhante ao empréstimo para uma casa. A diferença é que são contas diferentes e taxas de juros diferentes.

Uma estrutura básica de contas para o controle de empréstimos/financiamento de um carro.

  • Ativos
    • Ativos Atuais
      • Conta Poupança
    • Ativos Fixos (Ativos Imobilizados)
      • Carro
  • Passivo
    • Financiamentos
      • Financiamento do Carro
  • Despesas
    • Juros
      • Juros do financiamento do carro
    • Taxas administrativas financiamento do carro

Para maiores informações, consulte o tópico chamado “Financiamento de uma casa”.

Conciliação com o extrato do empréstimo (how-to)

Reconciliar uma declaração de empréstimo não é diferente do que conciliar um extrato da conta bancária nem com a fatura do cartão de crédito.

Durante um período você deve ter registradas as várias transações relacionadas ao empréstimo e cada uma delas incidiu em uma conta Passivo:Empréstimo. No caso, o pagamento das parcelas desconta da sua conta do banco e aumenta na conta de Empréstimo, conta de Juros de Empréstimo e talvez também na conta de Taxas Administrativas do Empréstimo.

Com o extrato do empréstimo em mãos, inicie o assistente de reconciliação e marque as transações registradas. Quando você terminar, a diferença de reconciliação deve ser zero, e se não for, você deve analisar a conta para comparar com o extrato e verificar quais informações estão divergentes.

Para maiores informações de como realizar a reconciliação, por favor consulte o artigo chamado GNUCASH – Transações (2 de 2), o qual trata das conciliações.

Como controlar a venda de uma casa ou um carro

Os registros da venda de sua casa no GNUCASH possuem algumas diferentes opções. Aqui nós passaremos por duas delas. Numa delas foi gravado o valor da compra e agora da venda e a outra maneira a qual você tem o rastreamento dos altos e baixos do mercado imobiliário e registrou vários ganhos não realizados ao longo do tempo.

Transação simples

Desta maneira você grava apenas o valor adequado da venda.

Vamos trabalhar sobre dois exemplos de venda de uma casa, uma com um lucro a outra com um prejuízo. Se, ao invés disso, você quiser vender uma casa, basta substituir a conta referente a casa, para uma conta referente ao carro.

  • Ativos
    • Ativos Fixos (Ativos Imobilizados)
      • Casa
    • Ativos Atuais
      • Investimentos
  • Receitas
    • Ganhos de Capital em Longo Prazo
      • Casa

    Você uma vez comprou a casa por $300.000 e agora realizou a venda por $600.000. Como você gravaria isso usando o GNUCASH?

    Para registrar isso você precisa aumentar a conta bancária com o valor de $600k e diminuir em algumas outras contas esse mesmo valor. A conta Casa contém apenas $300k valor o qual você pagou por ela, então você este montante para a conta do banco. Isto significa que você ainda tem uma diferença de $300k. Este montante você obteve a partir da conta Receitas:Ganhos de Capital em Longo Prazo:Casa. A transação dividida que deve ser lançada na conta do banco deve se parecer como esta:

Tabela 3: venda de um ativo (casa) com um lucro

Conta Aumento Redução
Ativos:Ativos Atuais:Poupança $600.000
Ativos:Ativos Fixos:Casa $300.000
Receitas:Ganhos de Capital em Longo Prazo:Casa $300.000

Você uma vez comprou uma casa por $300.000, mas devido a um novo aeroporto construído nas redondezas você só pode vende-la por $230.000. Como você controlaria isso no GNUCASH?

Para registrar isso você precisa aumentar sua conta do banco em $230.000 e diminuir $230k de algumas outras contas. A conta da casa contém $300k que é mais do que o valor vendido. Então vamos mover $230k para a conta do banco. Depois disso você tem $70.000 restantes em sua conta casa, os quais precisam ser removidos. Você move para a conta Receitas:Ganhos de Capital em Longo Prazo:Casa a qual indica um prejuízo. A transação dividida que será lançada na conta casa (Ativos:Ativos Fixos:Casa) deve ser semelhante a:

Tabela 4: venda de um ativo (casa) com prejuízo

Conta Aumento Redução
Ativos:Ativos Fixos:Casa $300.000
Ativos:Ativos Atuais:Poupança $230.000
Receitas:Ganhos de Capital em Longo Prazo:Casa $70.000

Uma transação mais complexa

Neste exemplo trataremos de alguns princípios complicados da contabilidade. Maiores detalhes deste assunto serão tratados em artigos futuros quando falaremos de Ganhos de Capital.

Assumiremos que você estimou com grande acurácia o valor da sua casa. As contas envolvidas neste caso são:

  • Ativos
    • Ativos Fixos
      • Casa
        • Custo
        • Ganhos não Realizados
    • Ativos Atuais
      • Poupança
  • Receitas
    • Ganhos Realizados
      • Casa
    • Ganhos não Realizados
      • Casa

Uma vez você comprou a casa no valor de $300.000 e por anos analisando de perto o mercado e atualizando os seus registros com o valor atual estimado da sua casa. Na hora que você quis vender a sua casa, você determinou que o valor de mercado atual é de $600.000.

A diferença entre os $600.000 (valor estimado de mercado) e os $300.000 (valor de compra) é o valor de Ganho não Realizado. Portanto, você tem o total de $300.000 na sua conta Ativos:Ativos Fixos:Ganhos não Realizados.

Como você registra esta transação?

É preciso aumentar a conta do banco com $600k (devido a venda) e diminuir algumas outras contas com os mesmos $600k. Você deve primeiro trocar de ‘não realizado’ para ‘ganhos realizados’ nas suas contas de Receitas. Então você precisa transferir das sub contas Ativos:Ativos Fixos:Casa o montante completo.

A transação a ser lançada na conta Receitas:Ganhos Realizados:Casa deve se semelhante a:

Tabela 5: venda com lucro de um ativo (casa)

Conta Aumento Redução
Receitas:Ganhos Realizados:Casa $300.000
Receitas:Ganhos não Realizados:Casa $300.000

A transação que você deve lançar na conta Ativos:Ativos Atuais:Poupança de ser semelhante a:

Tabela 6: venda [2] com lucro de um ativo (casa)

Conta Aumento Redução
Ativos:Ativos Atuais:Poupança $600.000
Ativos:Ativos Fixos:Casa:Custo $300.000
Ativos:Ativos Fixos:Casa:Ganhos não Realizado $300.000

Depois de registradas estas transações, você pode ver que o valor do seu Ativo Casa é 0, a sua conta poupança aumentou em $600.000 e, finalmente, a conta Receitas:Ganhos Realizados aumentou de $300.000.

Com o fim deste artigo, fechamos os conceitos de controle e rastreamentos de empréstimos usando o GNUCASH. Os próximos artigos trarão informações de controle de Investimentos com o sistema. Até mais.

GNUCASH – Empréstimos (1 de 2)

Este artigo traz alguns conceitos e terminologias usadas quando tratamos de empréstimos. No Brasil é muito comum pensarmos os empréstimos em termos de financiamentos, sem problemas, todos os termos podem ser aplicados também para este fim. Veremos também o uso da ferramenta de cálculo de financiamentos, fornecida pelo sistema.

Conceitos básicos

Um empréstimo é definido como uma operação financeira em que alguém paga pelo uso do dinheiro de outra pessoa. Há muitos exemplos familiares de empréstimos: cartões de créditos, financiamentos de automóveis e casa, hipotecas ou um empréstimo de negócio.

Terminologia

Antes de discutir o rastreamento de empréstimos no GNUCASH especificamente, será útil apresentar um glossário de terminologia. Os termos apresentados a seguir representam alguns dos conceitos básicos encontrados relativos aos empréstimos. É uma boa ideia se familiarizar com esses termos, ou pelo menos, voltar a esta lista, se você encontrar uma palavra desconhecida nos conteúdos posteriores.

  • Amortização – é um processo de extinção de uma dívida através de pagamentos periódicos, que são realizados em função de um planejamento, de modo que cada prestação corresponde à soma do reembolso do capital ou do pagamento dos juros do saldo devedor, podendo ser o reembolso de ambos, sendo que os juros são sempre calculados sobre o saldo devedor. Em outras palavras, é um plano de extinção de dívida o qual irá assegurar que um empréstimo é pago utilizando igual valor para pagamentos mensais. Estes pagamentos são geralmente divididos em principal e juros, quando o montante do principal por aumentos de pagamento (e diminui juros) como o período de amortização decorre.
  • Mutuário – a pessoa ou empresa que recebe o dinheiro de um empréstimo.
  • Mutuante – pessoa que mutua, ou seja, que cede o empréstimo.
  • Padrão – quando um devedor não pagar um empréstimo de acordo com os termos acordados com o credor.
  • Adiamento – um atraso temporário no reembolso de um empréstimo.
  • Inadimplência – é o termo que se refere a pagamentos atrasados.
  • Desembolso – montante do empréstimo pago ao mutuário. Alguns empréstimos têm desembolsos múltiplos, ou seja, o mutuário não receber o montante total do empréstimo ao mesmo tempo.
  • Juros – a despesa cobrada pelo credor ao devedor para o uso do dinheiro emprestado. Este é normalmente expressa em termos de uma percentagem anual cobrada sobre o capital emprestado, conhecida como a taxa anual efetiva global.
  • Credor – a empresa ou pessoa que empresta dinheiro a um devedor.
  • Taxa de empréstimo – uma taxa cobrada para processar uma aplicação de empréstimo. É cobrada para cobrir algumas despesas envolvidas no processamento do pedido, incluído verificação de crédito, avaliação de bens e custos administrativos.
  • Principal – o valor original do empréstimo, ou o montante do empréstimo original que ainda é devido. Quando você faz um pagamento mensal de um empréstimo, parte do dinheiro paga os juros e parte paga o principal.
  • Nota Promissória – o acordo legal entre o mutuário e o credor sobre o empréstimo.

Configurando as contas

Um mutuário obtém um empréstimo geralmente com a intenção de fazer uma compra de algo de valor. Na verdade, a maioria dos empréstimos exige que o mutuário comprem alguns ativos predeterminados, tal como uma casa. Esse ativo é o seguro contra o mutuário não pagar o empréstimo. Há exemplos de empréstimos que não têm necessariamente um ativo de alto valor associado, tais como empréstimos educacionais.

Para a estrutura de contas apresentada aqui, vamos supor que o empréstimo foi usado para comprar um ativo.

Um empréstimo é um passivo, os juros que você acumula sobre o empréstimo é uma despesa em andamento e todas as taxas administrativas que você deverá pagar é outra despesa. A coisa comprada com o dinheiro de um empréstimo é um ativo. Com esses parâmetros, podemos agora apresentar uma estrutura de contas básicas empréstimo:

  • Ativos
    • Ativos Atuais
      • Conta Poupança
    • Ativos fixos (ou ativos imobilizados)
      • Ativos Adquiridos
  • Passivos
    • Empréstimos
      • Hipoteca
  • Despesas
    • Juros
      • Juros da Hipoteca
    • Taxas Administrativas da Hipoteca

O GNUCASH possui uma configuração predefinida de hierarquia de contas para controle de empréstimos, incluindo empréstimos para automóveis e casa e hipotecas (comum para o mercado estrangeiro). Para acessar estas estruturas de contas predefinidas, clique em Ações → Nova Hierarquia de Contas.. e selecione as contas com os tipos de empréstimos os quais você está interessado (novas contas poderão ser adicionadas no plano de contas atual).

Cálculos

A determinação do calendário de amortização, montantes de pagamentos periódicos, valor total de pagamento ou taxas de juros do empréstimo podem ser tarefas complexas. Para ajudar e facilitar estes tipos de cálculos, o GNUCASH tem uma funcionalidade de calculadora de pagamento de empréstimo. Para acessar esta calculadora acesso o menu Ferramentas → Loan Repayment Calculator (o item de menu está ainda em inglês na aplicação).

Imagem da funcionalidade de calculadora de empréstimos (financiamentos) – Loan Repayment Calculator.

A calculadora de financiamentos pode ser usada para calcular qualquer um dos parâmetros: períodos de pagamento, taxa de juros, valor atual (valor presente), pagamento periódico ou valor futuro dados que os outros 4 valores estão definidos. É necessário especificar os métodos de composição (acumulação) e pagamento. Vejamos a seguir:

  • Períodos de pagamento – o números de períodos de pagamentos (número de parcelas).
  • Taxa de juros – a taxa de juros nominal do financiamento, por exemplo: a taxa de juros anual.
  • Valor atual (presente) – o valor presente que você deve o empréstimo, por exemplo: montante atual devido do financiamento.
  • Pagamento periódico – o valor a ser pago por período (valor da prestação).
  • Valor futuro – o valor futuro do financiamento, por exemplo: o montante devido depois de passados todos os períodos do empréstimo.
  • Acumulação (acumulando) – existem dois métodos de acumulação de juros, discreto e continuo. Para acumulação discreta selecione a frequência de acumulação na combo com a faixa de anual até diária.
  • Período – a combo permite selecionar a frequência do pagamento dentro da faixa que vai de anual até diária. Você pode selecionar se seus pagamentos ocorrem no começo ou final do período.

Exemplo: pagamento mensal

Em quanto tempo você pagaria um empréstimo de $20.000 com uma taxa de juros fixa de 10% com capitalização mensal, se você paga $500 por mês?

Para fornecer este calculo, deixe vazio o Períodos de pagamento, lance 10 na Taxa de juros, 20000 no Valor atual, -500 no Pagamento periódico e 0 no Valor futuro (você não quer ficar devendo no final do empréstimo). A composição dos juros é mensal e os pagamentos são também mensais. Assuma o pagamentos no fim do períodos e o acumulado mensal. Agora clique em Calcular. Você deve ver o valor de 49 no campo Períodos de pagamentos.

Resposta: você terá pagado o empréstimo em 4 anos e um mês (49 meses).

Avançado: detalhes dos cálculos

A fim de discutir as fórmulas usadas pela calculadora de pagamento de empréstimos, nós primeiros devemos definir algumas variáveis.

n Número de períodos de pagamento
%i Taxa cobrada de juros nominal
PV Valor presente (presente value)
PMT Valor da parcela (pagamento periódico)
FV Valor futuro (future value)
CF Frequência do acumulado por ano (Compounding Frequency per year)
PF Frequência de pagamento por ano (Payment Frequency per year)

Valores normais para CF e PF:

1 Anual
2 Semestral
3 Quadrimestral
4 Trimestral
6 Bimestral
12 Mensal
24 Quinzenal
26 A cada duas semanas
52 Semanalmente
360 Diário
365 Diário

Conversão entre taxa de juros nominal e efetiva

Quando se busca a resolução para n, PV, PMT ou FV a taxa nominal (i) deve ser antes convertida na taxa de juros efetiva para o período de pagamento (ieff). Esta taxa, ieff, é então usada para computar a variável selecionada. Então, nos precisamos de equações as quais convertem i para ieff e ieff para i.

Para converter de i para ieff, as seguintes expressões são usadas:

Juros discretos:

Juros contínuos:

A equação financeira básica

Uma equação que fundamentalmente vincula 5 variáveis. É conhecida como a equação financeira fundamental:

Sendo: x = 0 para o fim do período de pagamento e x = 1 para o inicio do período de pagamento.

Desta equação, as funções as quais resolvem as variáveis individuais podem ser derivadas (algumas equações auxiliares).

Sendo então:

Ou

Exemplo: pagamento mensal

Vamos recalcular o exemplo anterior, mas desta vez sem o uso da calculadora de financiamento do GNUCASH. Qual o pagamento mensal para um empréstimo de valor $100.000 em 30 anos com uma taxa de juros fixada em 4% ao ano?

Primeiro, vamos definir as variáveis:

x = 0 (para o pagamento no fim do período).

O segundo passo é converter a taxa de juros nominal (i) para a taxa de juros efetiva (ieff). Como os períodos de pagamentos são considerados mensais, portanto discretos, devemos fazer a conversão da taxa de juros anual em taxa de juros mensal, pela seguinte equação:

A qual resulta em:

Agora podemos calcular A e B

Com os valores de A e B, podemos calcular nossa variável desconhecida PMT.

Resposta: você deve pagar mensalmente o valor de $477,42.

Este é um artigo que possui várias informações conceituais que deixam a leitura cansativa. Os próximos trarão informações mais práticas de como controlar os empréstimos com nosso plano de contas. Até lá.

GNUCASH – Cartões de Crédito (2 de 2)

Neste artigo veremos um pouco da prática para a manipulação de informações de cartão de crédito utilizando o GNUCASH. Lembrando que o cartão de crético representa um Passivo.

Colocando tudo junto

Agora que nós cobrimos as ideias básicas envolvidas nas diversas operações que você deve fazer para controlar com sucesso o uso do cartão de crédito no GNUCASH, vamos apresentar por um exemplo. Neste exemplo, vamos fazer compras com cartão de crédito, o estorno de duas das compras, gastos com juros cobrados sobre o saldo devedor, conciliar a conta de cartão de crédito, e, finalmente, fazer um pagamento parcial do cartão de crédito.

Abrindo o arquivo do GNUCASH

Comece com a abertura do arquivo de dados gcashdata_5 armazenado anteriormente, e salve-o como gcashdata_6. A janela principal deve ser algo como isto:

Estrutura de contas inicial para o rastreamento de um cartão de crédito.

Compras

Vamos fazer algumas compras com nosso cartão de crédito. Iniciemos pela compra no valor de $25 em comida no Café Greasy Spoon, o valor de $100 em roupas na Faux Pas Modas, o valor de $24 em combustível, $125 em mantimentos e itens para casa na Mercearia R Us (divido entre $85 em mantimentos e $40 nos itens pra casa) e finalmente, $60 de itens para casa no CheapMart.

Vamos refazer o exercício do artigo anterior com a compra da calça jeans por $74,99 em 3 de novembro e estornar a compra com a devolução, dois dias depois.

A janela de registro fica semelhante à:

Compras iniciais do cartão de crédito.

Estornos

Agora suponha que em 15 de novembro você devolva as roupas compradas em 11/11 e eles retornam o crédito para o cartão. Então lance a transação para o estorno do credito para os $100. Lembre de usar a mesma conta de transferência usada originalmente na compra e lance o montante na coluna Pagamento. O GNUCASH automaticamente completa por você o nome e a conta de transferência, mas também lançará automaticamente o valor de $100 na coluna Cobrar. Você precisará lançar novamente o montante na coluna Pagamento. A transação se parecerá como esta:

Devolução das roupas para a Faux Pas Modas, estorna para o cartão de crédito.

Pagamento de juros

Depois do mês de gastos, de modo infortúnio, a fatura do cartão chega pelo correio ou é acessada pela internet. Você percebe a cobrança de $20 em juros ou encargos no dia do fechamento da fatura devido a um saldo deixado do mês anterior. Estes itens são lançados na conta do cartão como uma despesa.

Cobrança de encargos

Conciliação

Quando sua fatura de cartão de crédito chega você deve reconciliar sua conta cartão de crédito com este documento. Isto é feito usando a funcionalidade de reconciliação embutida no GNUCASH. Selecione a conta de cartão de crédito e clique em “Ações → Reconciliar…”. Este procedimento de conciliação é descrito em detalhes na seção chamada “Conciliação” do artigo GNUCASH – Transações (2 de 2), mas vamos passar através deste processo aqui também. Para este exemplo, vamos supor que a declaração de cartão de crédito é datado de 1º de dezembro, com um saldo final de $ 455. Insira estes valores para a janela Reconciliar inicial, conforme mostrado.

Janela inicial de reconciliação de conta.

Durante o processo de reconciliação, você marca cada transação na conta que você confirmar que aparece em ambas as listas, tanto na conta do GNUCASH quanto no extrato do cartão de crédito. Para este exemplo, como mostrado na figura abaixo, há uma diferença de $ 300 entre as contas do GNUCASH e do extrato de cartão de crédito.

A janela principal para reconciliação demonstra uma discrepância de $300.

Depois de alguma investigação se descobre que você esqueceu-se de registrar um pagamento para a empresa de cartão de crédito que você fez em 05 de novembro por $300, você deve entrar nesta operação de pagamento de sua conta bancária no cartão de crédito. Agora, o cartão de crédito e sua conta GNUCASH podem ser reconciliados, com um saldo de $455.

Pagamento

Supondo que você tenha completado a reconciliação da sua conta de cartão de crédito, você precisa fazer um pagamento para a empresa de cartão de crédito. Neste exemplo, nós devemos $455, mas será realizado um pagamento parcial de $300. Para fazer isso, digite uma transação de sua conta bancária para a conta de cartão de crédito com o valor de $300, o qual deverá reduzir o saldo do cartão de crédito para $155. Seu crédito registo conta de cartão deve aparecer assim:

Registros da conta depois de realizados a reconciliação e o pagamento.

Volte para a janela principal e salve o arquivo (gcashdata_6). Seu plano de contas está evoluindo e a aparência deve se parecer assim:

O plano de contas depois da reconciliação e pagamento.

O próximo assunto que veremos será a manipulação de informações de empréstimos usando o GNUCASH. Até lá.